quinta-feira, 3 de abril de 2014


Dá-me a tua mão, meu desconhecido,
que a vida está me doendo e me partindo
ao meio, e eu não sei como falar à realidade,
que você é só uma delicada realidade em mim.
Que minha irrealidade e minha imaginação,
projetaram seu rosto em meu peito sagrado,
e ando pela madrugada a lhe chamar...
Dá-me tua presença, meu desconhecido...
liberte minha alma!



Rita Albuquerque



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