terça-feira, 14 de janeiro de 2014




A Grande Espada

Há como querer o que já não mais existe,
deixar de olhar tudo que esperou para ser...
respirar a poeira do tempo perseguidor...de mim!
Veneno de minhas próprias tolices, que agora devo brindar!
O que minha dor alimenta?
Apenas uma espada, que mal cabe em minhas mãos,
espada de aço frio como a noite que o coração se deixou sangrar.
Olho através dela....
uma lâmina que agora é a dona da vida e da morte....
espero, enquanto encaro  o fio de sua frieza, que me observa,
invadindo meus olhos e rindo com escárnio a dor que sinto!
Lâmina fria, fruto de mim comigo mesma...
que deixo separar o que sou do que não existo...
Mas, o sangue vivo que escorre, não pulsa mais meu corpo...
não traduz o Grande Filete de Sonhos!
Não mais me pertence, como nunca pertenceu!
Espada Sagrada, lhe tenho ainda em minhas mãos suadas e firmes,
banhada de sangue e fincada em meu espírito...
Fruto de minha luta comigo mesma!


Rita Albuquerque/verão 2014

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